“Não do sangue, nem do desejo da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”

 João 1:11-14

 

O Surgimento do
Novo Ser

 A Verdadeira Esperança para a Humanidade

 

Muitos ouvem falar sobre teorias e especulações que envolvem o surgimento de uma nova raça na Terra.

Essas ideias, presentes em diversas culturas e tradições, frequentemente descrevem uma nova humanidade que emerge após ciclos de purificação e transformação. A história nos mostra que, ao longo dos milênios, diferentes raças e civilizações surgiram e desapareceram, e nada indica que o futuro será diferente.

Há poucas décadas, Hitler defendia a ideia de uma nova raça dominante, a raça ariana. Atualmente, podemos perceber que esse tipo de pensamento ainda persiste em alguns que se consideram poderosos senhores da terra e investem nesse mesmo tipo de ideia, o governante chinês, por exemplo.

Nosso planeta possui regiões que podem ser vistas como “catalisadores” de transformação, locais onde novas raças se formam após períodos de intensas mudanças. Durante as grandes revoluções cósmicas, quando continentes desaparecem e catástrofes naturais devastam a vida como a conhecemos, sempre há aqueles que sobrevivem. Esses sobreviventes são levados para lugares seguros e, a partir deles, novas raças humanas emergem, oferecendo uma nova oportunidade de vida àqueles que não pereceram.

Há vários escritos antigos que falam desse processo de renovação. A história de Noé, por exemplo, que sobreviveu ao dilúvio e encontrou terra firme no Monte Ararate, é uma das muitas narrativas que refletem essa ideia. No entanto, se olharmos mais de perto, veremos que essas “novas” raças que surgem após catástrofes cósmicas não são realmente novas; são misturas e reaparições de raças antigas, repetindo padrões que já existiram.

Quando falo sobre o “Novo Ser” ou “Novo Homem”, não me refiro a uma nova raça humana natural com outras características sócio cultural, econômica e religiosa, que parece nova, porém, ainda é aprisionada ao ciclo de uma existência egoísta, violenta, competitiva, limitada ao conhecimento do bem e do mal, atada ao nascimento e morte como a conhecemos. Pelo contrário, é sobre um novo ser espiritual, que transcende a percepção da vida e da consciência natural, biológica e busca a vida original do Reino de Deus, que não é deste mundo.

 

A Comunidade dos Renascidos

 

Este novo ser não se refere apenas a uma renovação física ou material. O que está em formação é uma nova comunidade de pessoas que, independentemente de sua origem, buscam a libertação do aprisionamento ao ciclo de nascimento e morte. Esta comunidade, é mencionada em textos sagrados como “Estrangeiros e Peregrinos”.

Trata-se de uma nova coletividade que não se limita a uma região específica nem a instituições fundadas pelos homens, mas é formada por indivíduos de todos os cantos do mundo que se libertam do ciclo sistemático projetado pela consciência danificada pelo pecado e atravessam o abismo em direção à sua verdadeira pátria espiritual, conforme citada no livro de Hebreus.

Esse processo de formação do novo estado de ser da humanidade acontece agora, nos nossos dias. Precisamos compreender como isso ocorre, e o que isso significa para nós. Devemos investigar todos os aspectos dessa transformação extraordinária e entender como podemos participar dela.

“Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.”

— Hebreus 11:14-16

 

Também vemos no livro de Atos o surgimento dessa nova comunidade quando o apóstolo Pedro fala sobre a proposta do evangelho, em Cristo Jesus e muitos reagem positivamente. Mas, observe que Pedro não fala sobre uma nova religião, nem uma nova sociedade política, cultural e economicamente organizada, e sim de uma nova existência conforme a revelação de Deus, em Cristo, por meio dos profetas, para aqueles dias.

Ele se refere a uma nova manifestação por meio do arrependimento e do batismo e sobre o despertar de novas faculdades no espírito.

“Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.”

— Atos 2:37-40

Eles se identificaram com o que o apóstolo disse porque, interiormente, algo lhes incomodava e não se conformavam com a vida que tinham.

E por confiarem na Palavra de Deus, se converteram, surgindo assim, uma nova comunidade dos chamados, que nada tem a ver com instituições nem organizações religiosas fundadas pelos homens.

 

O Chamado à Transformação

 

Na sua Epístola aos Tessalonicenses, Paulo fala dessa nova raça de libertos, dizendo:

“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também, aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele...”

Paulo aqui se refere a um novo tipo de ser humano, um tipo que não está preso às limitações da existência no mundo, mas que, através da ligação com a luz de Cristo, pode transcender essas limitações, inclusive a morte ao se tornar parte dessa nova comunidade.

Esse chamado é feito a todos nós. Ele nos convida a uma transformação radical, um processo de renovação que envolve tanto a demolição das velhas estruturas no interior da gente, isto é, do nosso velho “eu”, quanto a construção de uma nova consciência, alinhada com o propósito de Deus conforme a criação original.

 

 

A Luz de Cristo e a Nova Consciência

 

O Despertar para uma Nova Realidade

À medida que nos aprofundamos no processo de transformação, somos apresentados a um conceito central: Cristo não é apenas uma figura histórica, mas uma fonte universal de luz e força. Essa luz divina, que nos chama continuamente, não é algo que podemos entender apenas através da lógica ou da ciência, mas sim por meio de uma conexão espiritual profunda.

Cristo representa um campo de força poderoso, que atrai e transforma aqueles que estão abertos para recebê-lo. Quando essa luz nos toca, inicia-se um processo de renovação interna, um chamado para deixarmos para trás as velhas formas de ser e abraçar uma nova realidade.

 

A Dupla Ação da Luz Divina

 

O poder que emana na pessoa de Cristo não é apenas atrativo, mas também demolidor. Ele nos convida a uma nova forma de existência, mas, para isso, precisamos abandonar as ilusões e os apegos que nos prendem à velha vida. Esse processo pode ser doloroso, pois envolve uma desconstrução do “eu” que conhecemos.

Essa luz, com sua dualidade, traz tanto a construção quanto a demolição. Ao sermos chamados por Cristo, somos simultaneamente convidados a deixar para trás tudo o que é ilusório e falso em nossa vida, permitindo que a verdadeira luz brilhe em nós.

 

O Processo da Real Libertação

 

Este processo de transformação não é simples. Muitos de nós, ao sentir o chamado, resistem à demolição necessária, apegando-se às antigas crenças e padrões. No entanto, é apenas através da aceitação desse processo que podemos realmente trilhar o caminho da libertação.

Quem se entrega completamente ao chamado de Cristo descobre que, ao deixar para trás o velho “eu”, é conduzido a um novo estado de ser, sendo desperta em si, uma nova consciência, onde a luz divina, por meio do Espírito, ilumina cada aspecto de sua vida e, graças aos dons espirituais, citados pelo apóstolo Pedro, já não é mais refém das influências do sangue (genética herdada pelos pais), nem dos desejos da carne, impulsos naturais primitivos gerados em nós após a queda; nem da vontade do homem, por meio de culturas e doutrinas criadas através da mente e do intelecto.

Em comunhão com Deus e confiante no seu agir em nós, segue o processo da obra de demolição, se auto-observando — como quem se olha no espelho — sendo transformado e reedificado de glória em glória, como Paulo escreve aos coríntios.

Esquecendo as coisas que para trás ficam, segue em direção ao alvo que é a manifestação de Cristo em nós, a esperança da glória.

 

Jesus Cristo é o nosso Senhor!

 

 

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